terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os brasileiros compram Miami


A classe alta nacional leva seus dólares para o balneário da Flórida, onde adquire imóveis de alto padrão com preços até três vezes menores do que os do Rio de Janeiro e de São Paulo
Chris Delboni e Roberto Duarte (fotos), especial de Miami
chamada.jpg
img3.jpg
LUXO 
Geraldo Rodrigues: apartamento de US$ 650 mil
no exclusivo condomínio de Bristol Tower e Ferrari 599 GTB na garagem


Todas as manhãs, o empresário paulista Geraldo Rodrigues Jr., 47 anos, sai de sua casa, no exclus
ivo condomínio Bristol Tower, na ilha de Brickell Key, famosa pela vista fenomenal, e desliza sua Ferrari 599 GTB grafite ou sua Mercedes-Benz branca CLK 63 (Black Series, uma edição limitada com apenas 50 no mundo) pelas ruas de Miami até a sede de sua empresa, a ReUnion Sports & Marketing. Demora exatos quatro minutos. A rotina é recente – faz só três meses que ele se mudou para os Estados Unidos –, mas é tão boa que ele nem pensa em alterar. “Em São Paulo, eu levava uma hora e 40 minutos até o trabalho”, diz o empresário, iniciando o rosário de justificativas para mostrar as vantagens de viver ou ter um imóvel em Miami hoje em dia.
img1.jpg
INVASÃO
A corretora Yara Gouveia, da Elite
imobiliária: 70% dos clientes são brasileiros
img2.jpg
CONSUMO
Silmara Vilarinho: apartamento de quatro suítes
e vendedora exclusiva no shopping Dadeland

E elas realmente não são poucas. Além da queda do dólar e da crise financeira e imobiliária nos Estados Unidos, a desproporção de preços do sul da Flórida em relação aos do Brasil favorece ainda mais a compra de imóveis na localidade americana e a diversificação de capital. “Em uma área nobre aqui em Miami, comparável à dos Jardins, em São Paulo, o metro quadrado está em US$ 5 mil. No Brasil, em uma área equivalente, está em US$ 10 mil e no Rio de Janeiro, US$ 15 mil”, compara o brasileiro Leo Ickowicz, 62 anos, dono da respeitada imobiliária Elite International Realty, na cidade, com 45 corretores que trabalham praticamente só com estrangeiros, sendo 70% das vendas atuais para brasileiros.
G_Maiami_2.jpg

Fora os valores tentadores, a sensação de segurança e bem-estar que a cidade americana proporciona também não tem preço para os brasileiros, acuados no país de origem dentro de suas casas e carros, com medo de abrir janelas ou ostentar seus objetos de desejo e últimas aquisições. “Aqui você desfruta sem culpa”, resume um grande empresário brasileiro, que não quer se identificar, mas acaba de comprar uma unidade do edifício Apogee, o mais caro de South Beach, com apenas 60 apartamentos com preços de US$ 3,2 milhões a US$ 5 milhões – 12 foram adquiridos por brasileiros. O empresário, que já tinha um imóvel na linda ilha de Key Biscayne, faz a ponte Brasil-EUA pelo menos quatro vezes por ano, onde passa cerca de dez dias desfrutando do novo imóvel de três suítes, geladeira e micro-ondas embutidos no quarto do casal e garagem privada para seus dois carros – um Rolls-Royce Phantom e uma Ferrari 430, que, juntos, valem mais de US$ 600 mil.

Dos 60 apartamentos do edifício Apogee, o mais caro de South Beach, 
com preços de US$ 3,2 milhões a US$ 5 milhões, 12 são de compradores do Brasil

Consumir e ostentar é outro grande prazer para quem desfila elogios ao asséptico balneário. “Aqui você tem condições de ter um carro legal, de andar com um relógio bom”, diz o empresário de marketing esportivo Rodrigues. “Em São Paulo, meus relógios ficavam junto com meu passaporte. Só quando viajava, pegava.” As transações imobiliárias do empresário paulista mostram o oásis em que se transformou a cidade para os brasileiros. Há um ano e meio, ele comprou um apartamento para passar férias, de dois quartos, na ilha de Brickell Key, por US$ 320 mil. Conseguiu vender por US$ 350 mil e adquiriu o do Bristol Tower, também de dois quartos, por US$ 650 mil. Antes da crise o imóvel valia cerca de US$ 1 milhão.
img.jpg
BOOM 
Nos últimos 18 meses, o corretor Marcello Agostini vendeu US$ 100
milhões em imóveis na Flórida, sendo 60% para brasileiros


Os brasileiros estão apaixonados por Miami. E esse amor é correspondido pela economia local. Nos últimos 18 meses, o corretor carioca Marcello Agostini, 38 anos, vendeu um total de US$ 100 milhões em imóveis na Flórida, sendo que 60% foram para brasileiros. “E são praticamente todos clientes novos”, diz ele. A maioria compra à vista, e o preço médio das aquisições é de US$ 2,5 milhões. Uma pesquisa de opinião divulgada no mês passado pela Associação de Corretores de Miami para os mercados da Grande Miami e Fort Lauderdale indica que 9% dos clientes dos corretores locais hoje são brasileiros. Chris Thompson, presidente e CEO do órgão que promove o turismo no Estado, o Visit Florida, disse que, com a crise financeira e imobiliária, os últimos dois anos foram os piores que ele já viveu, mas a presença dos brasileiros na Flórida amenizou a situação. “A estrela brilhante durante esses anos foi o fortalecimento deste mercado.”
O boom imobiliário dos últimos meses já ocorreu no início dos anos 90 no sul da Flórida, lembra Leo Ickowicz, dono da imobiliária Elite. Foi justamente a época em que o paulista decidiu se mudar para Miami. Ele conta que a venda de imóveis estava parada na época, e os brasileiros começaram a comprar. “Os corretores os recebiam com tapete vermelho. Vinte anos depois, eles voltaram a ser os compradores mais importantes daqui”, diz. Um dos locais mais procurados é o St. Regis, um hotel e residência em frente ao Bal Harbour Shops – o badalado shopping, coalhado de lojas de grife –, previsto para ficar pronto no final de 2011. Serão 270 imóveis em duas torres, com apartamentos de duas suítes e 185 metros quadrados. Preço: de US$ 2 milhões a US$ 6 milhões. “St. Regis é um dos locais mais importantes hoje para os brasileiros”, diz Ickowicz, que já vendeu três apartamentos lá nos últimos meses e está assinando o contrato do quarto. Segundo ele, o projeto está 55% vendido, 25% dos quais foram para brasileiros.
img5.jpg


FUTURO
Tony Duque: apartamento de US$ 302 mil, Mercedes-Benz
E-350 e planos de comprar um imóvel maior e abrir um negócio


Seu filho Daniel Ickowicz, 33 anos, braço-direito do pai na empresa, diz que este mercado é tão forte que corretores – inclusive muitos que falam espanhol e uma vendedora francesa do incorporador do St. Regis – começaram a fazer aula de português, um serviço que Yara Gouveia, uma das corretoras da Elite, passou a oferecer recentemente. “Eles já não estão conformados em só falar espanhol com os brasileiros. Eles querem atender em português”, diz Daniel.

VIPs 
Os corretores imobiliários
do balneário da Flórida estão
aprendendo português para melhor
atender seus novos clientes



A advogada brasileira Silmara Vilarinho, 44 anos, ajuda a animar o mercado econômico do balneário. Ela se mudou para Miami em 2007, para acompanhar o filho piloto, Giancarlo, que na época corria pela Fórmula BMW e hoje, aos 18 anos, está na Indy Lights. Mal chegou e já comprou um apartamento de quatro suítes em um luxuoso edifício na Brickell Key. Em pouco tempo, foi apresentada a Michelle Diaz, 35 anos, vendedora da Chanel na Saks Fifth Avenue do shopping Dadeland. “Prefiro comprar com brasileiros”, diz Silmara, que tinha marcado hora para fazer umas comprinhas de Natal: uma bolsa por US$ 3,2 mil e uma pulseira por US$ 1 mil, ambas da Chanel, um xale da Louis Vuitton para a filha Stephanie, 21 anos, e um tênis da Prada para Giancarlo.

G_Miami03.jpg

Se o mercado imobiliário e o comércio estão em alta entre os brasileiros, o turismo não poderia ser diferente. Neste setor, os números são elevados. De acordo com o Greater Miami Convention & Visitors Bureau, que assiste e acompanha o turismo local, o número de turistas brasileiros em 2009 foi de 482.871. Segundo Visit Florida, e empresas privadas que promovem o turismo nacional e internacional, 712 mil turistas do Brasil visitaram o Estado e gastaram US$ 785,5 milhões em 2009, ficando só atrás do Canadá e Reino Unido.

O empresário Tony Duque, 38 anos, de São Paulo, foi fisgado pela onda turística. Seus pais, Abel Antonio Duque, 69, e Maria Tereza Duque, 65, são portugueses e sempre passavam as férias no país de origem. Ocupados com os negócios, entre eles a Rede Duque de 40 postos de gasolina em São Paulo, não tinham disposição para conhecer Miami. Até o ano passado, quando Duque resolveu juntar toda a família para passar o Ano-Novo. Adoraram. Em maio, depois de alguns meses ponderando, ele comprou um apartamento de dois quartos na região da Brickell. Foi uma barganha, diz Leo Ickowicz, cuja imobiliária lhe vendeu o apartamento, um dos muitos tomados pelos bancos. “Esse imóvel já valeu US$ 650 mil há uns três, quatro anos. Hoje valeria US$ 400 mil. Como foi tomado pelo banco, eles pagaram US$ 302 mil.” Duque comprou à vista. Hoje a família inteira usufrui do apartamento e de Miami. Desde que compraram, já foram à cidade sete vezes e agora no final do ano devem estender a estadia por três meses. “Lá (no Brasil) está perigoso. Não posso ter um carro caro. Se eu tiver, tenho que blindar. Você chega aqui, vê os carros, pode andar na rua de relógio, corrente. No Brasil, não faço isso”, diz Duque, prestes a pegar a chave de uma Mercedes-Benz E-350, preta, 2011. “Esse carro, no Brasil, eu não compro. Aqui, comprei na hora”, completa o empresário, que pagou US$ 58 mil com taxas e seguro, um quarto do que pagaria no Brasil. Duque vai aproveitar essa estada mais longa de todos para ver um apartamento maior na praia e buscar alguma oportunidade de negócio, como um café em um shopping center e postos de gasolina. Ele espera, no futuro, poder passar mais tempo em Miami do que em São Paulo. “Se eu tiver um comércio aqui, fico e não vou embora.”

img4.jpg
MUDANÇA
A família Barbi, que sairá de Canoas (RS) rumo
a Miami, já tem um apartamento de US$ 285 mil. Mas quer um de US$ 700 mil



Esse é o caso de muitos brasileiros que compram para investir, pela oportunidade do momento, e acabam se encantando com a cidade e seu estilo de vida. O empresário Rogério Barbi, 55 anos, de Canoas (RS), sempre quis ter uma propriedade na Flórida e, em agosto de 2009, comprou um apartamento de dois quartos com vista para o mar em um prédio novo, o Ocean Marine Yatch Club, na praia de Hallandale no condado de Broward, por US$ 285 mil. “Sempre admirei o povo americano e me identifico muito com ordem, com regras, com tudo isso aqui”, diz Barbi. Seria um apartamento de férias para desfrutar com a família. Mas Barbi, que se formou em veterinária em janeiro, resolveu aproveitar a oportunidade da compra e se mudou para lá. “Assim que eu conseguir validar meu diploma, vou abrir meu próprio negócio”, diz. “No Brasil o veterinário não é muito valorizado. Então eu decidi ir pelo caminho mais difícil, que é começar do zero. Mas eu sei que vou ser premiado. Vou poder trabalhar, ganhar meu dinheiro, ter um bom carro e vou poder aproveitar minha vida muito mais.” Ele pensa em comprar um apartamento maior, de três suítes, na faixa de US$ 600 mil a US$ 700 mil com o “pé na areia”. Para a alegria da esposa, Maria. “O que eu mais gosto em Miami são as compras, que são maravilhosas, baratas”, diz. Barbi deve manter o segundo imóvel por mais algum tempo. “Depois poderia pensar em vender porque uma hora os imóveis vão subir”, diz. “Vai terminar essa moleza. Eles vão se valorizar com certeza e a gente também vai ganhar com isso.”

Mais da metade das unidades do edifício St. Regis, 
que terá preço de até US$ 6 milhões, foi adquirida por brasileiros

Nenhum analista arrisca uma previsão sólida de quanto tempo vai durar essa “moleza”. Sean Snaith, diretor do Instituto de Competitividade Econômica da Universidade do Centro da Flórida e especialista no setor imobiliário, prefere não fazer conjecturas. “Não quero nenhum brasileiro bravo vindo para cima de mim depois”, brincou. “Mas garanto uma coisa: se alguém comprar um imóvel hoje, acho que em dez anos vai ter feito um excelente investimento.” Andrea Heuson, professora de finanças da Universidade de Miami também com especialidade na área imobiliária, concorda. “Com o fortalecimento do real, os imóveis no sul da Flórida parecem uma barganha,” diz ela. “Enquanto o dólar permanecer fraco, e está bem fraco em níveis históricos, o investimento imobiliário vai ser favorável para estrangeiros.”
Já a Condo Vultures, uma das maiores consultoras imobiliárias da região, divulgou recentemente um estudo indicando que o número de imóveis disponíveis para revenda no sul da Flórida caiu em dois anos, de 108 mil em novembro de 2008 para 66 mil na última semana de novembro deste ano. Mas Peter Zalewski, um dos principais consultores da casa, garante que ninguém precisa se preocupar com o fim das ofertas. Elas irão continuar por algum tempo, pois os bancos que tomaram os imóveis estão controlando o ritmo em que colocam as unidades de volta no mercado para equilibrar os preços – que, com isso, devem começar a subir gradualmente. “Então, quem quer comprar pelo menor valor, deve comprar o quanto antes.”

O corretor Daniel Ickowicz acredita que os preços dos imóveis atingiram o nível mais baixo e as barganhas vão continuar por pelo menos mais dois anos, talvez três, até a economia dos EUA se recuperar e os americanos voltarem a comprar.“Há dois anos, os preços continuavam caindo. Há um ano se estabilizaram. E, desde então, têm andado de lado. Nem sobem nem descem. O fato de estar andando de lado foi o que deu tranquilidade para o brasileiro comprar aqui”, diz Ickowicz, que culpa a especulação e a oferta de crédito pela enorme crise imobiliária que os Estados Unidos estão vivendo.“O empréstimo era muito fácil. Qualquer um entrava no banco e pegava emprestado 100% do imóvel”, analisa. “Então, na hora em que o valor caiu, a pessoa não teve o menor problema em entregar a chave para o banco porque não tinha colocado nada. Por isso, há imóveis com valores entre US$ 400 mil e US$ 500 mil que hoje estão sendo vendidos por US$ 300 mil. Caiu de 40% a 50%.” Sorte dos brasileiros.
G_Miami_Imoveis.jpg


Procure pelo seu Apartamento em Lagoa Santa.

Com a nova Lei do Inquilinato, volumes de ações de despejo caem 15% no território nacional.

O vice-presidente para locação do SECOVI - Florianópolis/Tubarão, Leandro
Ibagy, avalia que as novas regras conseguiram cativar uma melhoria na
oferta de imóveis para locação

Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei do Inquilinato, que exige um
rigor maior no pagamento do aluguel, tornando mais ágil o processo de
despejo de inquilinos inadimplentes. Por outro lado também equilibra a
relação entre locador e locatário. Quase um ano se passou e como podemos
avaliar sua real eficácia?

O vice-presidente para locação do SECOVI, de Florianópolis e Tubarão,
Leandro Ibagy, avalia de forma positiva, considerando o curto espaço de
tempo de vigência da reforma. “Acredito que a principal conquista
mensurável foi à redução de carga de inadimplência. Em geral, o volume de
ações de despejos por falta de pagamento caiu cerca de 15% no território
nacional. Estamos convencidos da importância das novas regras, que
trouxeram mais segurança jurídica aos locadores e com esta performance,
conseguiu cativar uma melhoria na oferta de imóveis destinados a locação,”
ressalta.

Ibagy, que acompanhou de perto o processo de alteração e aprovação da nova
lei, comenta que o principal receio inicial foi quanto à imediata
empregabilidade a todos os contratos e ações judiciais em curso. “Embora
esta fosse uma grande dúvida, hoje percebemos que a lei foi aplicada aos
contratos antigos e processos em andamento”, comenta.

Propostas que não avançaram

Embora as principais mudanças, como a redução da mora da área locatícia e a
redução do prazo de ações de despejos tenham sido alcançadas, outras
propostas na ocasião também foram inclusas, mas não conseguiram prosperar.
Uma delas era a regulamentação do build to suit - contrato pelo qual um
investidor viabiliza um empreendimento imobiliário segundo os interesses de
um futuro usuário, que irá utilizá-lo por um período pré-estabelecido - bem
como uma redução na carga tributária destes investimentos, como medida de
estímulo e crescimento da oferta, “Confiamos que estas discussões possam
continuar avançando junto ao Congresso Nacional e ao Poder Executivo, que
se formará a partir de janeiro do próximo ano”, explica.

Em 2009, o autor do projeto de Lei, que resultou na Nova Lei do
Inquilinato, o Deputado Federal José Carlos Araújo (PDT-BA), comentou sobre
a possibilidade de geração de novos empregos com esta lei, pois recolocaria
em funcionamento metade dos 3 milhões do imóveis, que segundo ele, estão
fechados no Brasil. Segundo Ibagy, o mercado imobiliário nacional ainda não
conseguiu apontar quais destes imóveis já retornaram ao segmento
locacional. “Em linhas gerais percebemos um incremento de 8% nas ofertas
residenciais, mas este percentual tende a crescer significativamente,
observando-se que muitas das aquisições firmadas neste ano são de imóveis
em fase construtiva, que deverão surgir nos próximos meses”, finaliza.

Fonte: Blog - Marketing e Publicidade Imobiliária

Procure por Imóvel em Condominio Fechado.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Crescimento Vertiginoso em Lagoa Santa

imoveis e obras em lagoa santa

As obras de expansão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves em Confins demonstram o acentuado crescimento da região e suas potencialidades

Lagoa Santa tem crescido muito nos últimos anos e não há quem não perceba. Com a chegada da Linha Verde e da Cidade Administrativa, o município deixou de ser local de passagem e virou ponto final. Quem antes vinha passar apenas o fim de semana já busca casas para morar e uma forma de se estabelecer no local. Um bom exemplo está na expansão comercial, principalmente do mercado imobiliário.

Outro grande fator que possibilitou essa mudança de comportamento foi o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, que recebe vôos internacionais e nacionais. Apesar de estar situado, em sua maior parte, na cidade de Confins, Lagoa Santa é a grande beneficiada, atraindo turistas de todo o mundo.

Construído na década de 80, com uma área em torno de 15 milhões de metros quadrados e capacidade para atender em média 5 milhões de passageiros por ano, o aeroporto de Confins é comparado aos melhores aeroportos do mundo tendo uma das mais modernas infra-estruturas do país.

Se Lagoa Santa já é favorecida hoje, a proposta de duplicação do aeroporto, com infraestrutura prevista para os próximos 12 anos, poderá colocar a cidade no centro de Minas Gerais. O planejamento é de que nos próximos 25 anos o aeroporto tenha uma capacidade de 20 milhões de passageiros/ano, 370.000 movimentos de aeronaves/ano e 150.000 toneladas de carga aérea/ano. De acordo com o jornal Estado de Minas, as obras foram anunciadas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária e prevêem praticamente dobrar a capacidade do terminal até 2013, visando à Copa do Mundo, além da ampliação de área de passageiros e da pista. Sendo assim, terá nova cara a partir de outubro de 2013, data prevista para a conclusão de um pacote de obras no terminal, anunciado no dia 21/10 pela Infraero.

Ainda de acordo com a matéria publicada, serão investidos R$ 408,6 milhões do governo federal, de um total de R$ 5,15 bilhões previstos no orçamento da União, de 2011 a 2014, para melhorias em 13 aeroportos das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo no Brasil.

Fonte: Lagoa Santa Notícias

Encontre Lotes em Condomínios Fechados.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lagoa Santa: Liminar veta construção de hotel na orla da lagoa

Justiça determinou, por meio de liminar, depois de ação pública do Ministério Público Estadual (MPE), que construtoras não vão poder levantar prédios na orla da Lagoa Central em Lagoa Santa. O juiz da 2ª Vara da cidade, José Geraldo Miranda de Andrade, deferiu parcialmente a proibição de qualquer atividade tendente à construção de empreendimentos sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Depois de apurar denúncias da população sobre obras irregulares, o MPE percebeu que a prefeitura local estava promovendo a alteração na legislação urbanística do município e viabilizando a construção de prédios de grande porte na área central da cidade. Diante dessas constatações, o MPE expediu uma recomendação ao prefeito para que ele anulasse os alvarás de construção concedidos e também que embargasse qualquer obra que esteja em andamento. O prefeito suspendeu em primeiro momento os alvarás, mas, em seguida, no dia 07/06 assinou um decreto autorizando a retomada das obras na orla, baseado em um estudo de impacto ambiental e de vizinhança. Desacatando, assim, a recomendação do Ministério Público em embargar as obras.
De acordo com a ação pública do MPE o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Lagoa Santa não teria sido ouvido antes da emissão das autorizações e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) teria reforçado a necessidade de se preservar a área. Tudo isso tornaria nulo o ato que aprovou as obras. Os responsáveis ainda podem responder criminal e administrativamente.

De acordo com o Dr. Frederico Binato, procurador do município de Lagoa Santa, a liminar vai ao encontro de um decreto que já havia sido determinado pelo município, que condicionava as empreendedoras a construir nas margens da lagoa central somente se apresentassem um estudo de impacto de vizinhança. Em resposta a essa informação, o magistrado afirmou que a liminar é necessária, já que a retomada das obras foi condicionada à apresentação do EIV, mas, "mesmo diante da apresentação desse estudo o empreendimento não poderia ser efetivado".

Fonte: Lagoa Santa Notícias

Encontre Lote em Lagoa Santa.

Imóveis: em 7 meses, R$ 45 milhões em recursos do FGTS são usados em consórcios

Um total de 2.659 participantes dos consórcios de imóveis utilizaram R$ 45,2 milhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou amortizar parcelas, desde que as novas regras para o uso do fundo entraram em vigor, em março deste ano, até o último mês de outubro.

O número de consorciados que empregaram o FGTS corresponde a menos de 0,5% dos 575 mil participantes da categoria registrados no décimo mês do ano. Os dados foram divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) na quarta-feira (8).
Ainda de acordo com a associação, nos dez primeiros meses do ano, as contemplações nos consórcios de imóveis aumentaram 4,7%, na comparação com o mesmo período de 2009, chegando a 55,7 mil.

De janeiro a outubro deste ano, a comercialização de novas cotas atingiu 188,9 mil, o que representa uma alta de 11,2%, em relação a igual período do ano passado.

Geral
Considerando todos os grupos - veículos, imóveis, bens móveis duráveis e serviços -, o número de participantes ativos no sistema de consórcio chega a 4 milhões em 2010, o que representa uma alta de 5,5% em comparação com o ano passado.

As vendas de novas cotas cresceram 6,7%, no acumulado do ano, chegando a 1,74 milhão, enquanto as cotas contempladas somaram 822,2 mil no mesmo período.


Fonte: Web Infomoney

Reserve o seu Apartamento em Lagoa Santa.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Construção: Diminuindo custos

A alvenaria estrutural foi tema do primeiro fórum mineiro realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). O conceito vem se expandido em Minas Gerais e chama a atenção de projetistas e construtores, devido à racionalização de custos, que podem ser reduzidos em até 20%, e do avanço tecnológico no processo construtivo e de material. A entidade estima que o crescimento nos últimos 10 anos tenha chegado a 20%.

Segundo o engenheiro Arnaldo Wendler, coordenador do Grupo de Trabalho em Alvenaria Estrutural da Comunidade da Construção da ABCP Nacional, a alvenaria vem evoluindo ao longo dos últimos 30 anos, desde que começou a ser utilizada no Brasil. “O principal motivo dessa evolução está no conhecimento do processo por todos os projetistas e construtores.

O que há de mais importante é a racionalização do sistema e a coordenação entre projetos. É conseguir repassar esse conhecimento para os projetos, de maneira que eles possam ficar melhores, mais inteligíveis.”

Basicamente, qualquer obra que tenha paredes pode lançar mão desse conceito. Entretanto, não se deve dizer que um sistema é absolutamente o melhor em todas as situações. Um escritório que não tenha paredes internas por falta de divisões e as fachadas inteiramente de vidro não podem ter paredes estruturais.

Mas ele é possível em praticamente todas as obras residenciais, comerciais de padrões pequeno e médio, em que as salas são divididas com paredes – hospitais, escolas. O sistema é muito amplo e se adapta a todo tipo de construção, desde que seja pensado com esse conceito. “Mas torna-se inviável se não for pensado o conceito de alvenaria estrutural desde o início do projeto, da arquitetura e de toda a concepção para depois adaptá-lo a esse sistema”, adverte o engenheiro.

O conceito da alvenaria estrutural vem de obras do antigo Egito, as pirâmides, Veneza, países do Oriente Médio. É diferente do sistema mais convencional, que usa os pilares, as vigas e lajes e uma estrutura de concreto preenchida com parede de vedação.

Com o tempo, a alvenaria estrutural foi evoluindo do ponto de vista tecnológico, com blocos de concreto mais resistentes. As chamadas famílias modulares: fábricas mais modernas, com tecnologia embutida, tecnologia de material e equipamentos, o processo de fabricação das peças etc., explica Geraldo Lincoln Raydan, gerente regional da ABCP-MG.

BASE. “Prédios antigos, por exemplo, da década de 1940, com novos módulos, de 10 ou 12 pavimentos, tinham uma base com 1,80m de espessura. Hoje, constroem-se prédios de 20 pavimentos, com 14cm de espessura. Com a tecnologia mais avançada é possível construir blocos muito mais resistentes do que aqueles feitos de pedras, como no Coliseu romano, onde há blocos de cerâmica e de pedra na base, com grandes espessuras.”

De acordo com Lincoln Raydan, São Paulo e os estados do Sul do Brasil estão à frente nessa tecnologia, com essa cultura mais consolidada. Em Minas houve um impulso que se acentuou nos últimos cinco anos, com lançamento de programas do governo federal de casas populares e com o boom imobiliário.

Fonte: Estado de Minas

Imóveis em Pedro Leopoldo.

Entrevista do Diretor da Century 21 Brasil sobre Franquias

Matéria do Jornal CNT sobre mercado imobiliário, contendo entrevista com Ernani Assis - Diretor da Century 21 Brasil. Falando sobre Franquias.




Clique Imobiliária em Lagoa Santa e faça uma busca detalhada do seu imóvel.

Postagens Mais Visitadas