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sábado, 9 de julho de 2011

Segmento comercial começa a voltar ao radar da construção civil.

Construtoras e incorporadoras mantêm altas as expectativas de construção de prédios comerciais para 2011, e a ação deve ser reforçada neste segundo semestre. No segmento de luxo, a consultoria internacional Jones Lang LaSalle afirmou que este ano já foram investidos R$ 4,6 bilhões no Brasil, ou seja, uma alta de 77% ante 2010. A retomada do segmento comercial vem logo depois da euforia da construção focada na classe econômica, com o programa "Minha Casa, Minha Vida", e dos investimentos federais centrados em obras de infraestrutura, mesmo com o sinal amarelo ligado quanto a uma possível desaceleração brasileira no setor de construção civil.

De acordo com Viviane Guirão, diretora da consultoria ITC Net, no ano passado os interesses das grandes construtoras estavam em outro segmento. "Mas isso já está mudando, as grandes empresas já fizeram suas aplicações nos outros setores, e a carência no setor comercial já começa a aparecer." E é o que vem acontecendo no Rio de Janeiro: de acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo os empreendimentos comerciais estão ganhando mais destaque este ano. O balanço da secretaria apontou aumento na concessão de licenças para a construção de imóveis comerciais cresceu 6.000% este ano.

De olho nesse segmento, a Even investe pela primeira vez no Rio e lança, nos próximos meses, três empreendimentos comerciais em bairros como Campo Grande, Jacarepaguá e Barra da Tijuca. A aposta da construtora está na construção do modelo "comerciais de bairro", com salas menores e capazes de atender aos novos moradores. O primeiro lançamento será em Campo Grande, que recebeu muitas unidades residenciais nos últimos anos e sente falta de serviços. "Teremos um ano com comerciais de bairro. É o caso de Campo Grande e Jacarepaguá. Já na Barra, o foco são grandes empresas, que estão migrando para a zona oeste. A Even aposta cada vez mais na cidade do Rio " diz Claudio Hermolin, diretor da construtora. A Fernandes Araújo e o Grupo Avanço e Aliados, além da Efer, também planejam lançar empreendimentos comerciais em Jacarepaguá este ano. Em São Paulo, o foco dos empreendimentos também é para atender a classe A, mas a mistura de construções residenciais e comerciais também se faz presente. Com valor geral de vendas (VGV) de R$ 250 milhões, o empreendimento de alto padrão "F.L, Faria Lima 4.300", uma parceria das incorporadoras Stan, SDI e Bramex, vendeu todas as 176 salas comerciais e 147 unidades residenciais durante o pré-lançamento.

Localizado na zona sul, na Avenida Faria Lima, um dos principais centros comerciais da capital paulista, a falta de terrenos para aquisição e a concentração de agentes financeiros, para Guirão, é o que mais motiva as vendas. "Quando há oferta, com certeza há demanda. O problema, em São Paulo, tem sido a falta de localização adequada para esses prédios." De acordo com a especialista, são os terrenos em locais como a Faria Lima que fazem a taxa de vacância na cidade São Paulo tão baixa. "Entre os imóveis de alto padrão essa taxa é de 0,4%, o que torna sua localização ainda mais valorizada", esclareceu.

Também de olho no mercado de luxo comercial, a incorporadora Bueno Netto começou este mês a construção da Berrini One, que conta com um valor geral de vendas de R$ 500 milhões e previsão de entrega em dezembro de 2013. De acordo com números da ITC Net, o Brasil registrou nos três primeiros meses deste ano uma queda de 37% de investimentos ante ao mesmo período de 2010. Durante o primeiro trimestre o Brasil registrou investimentos de US$ 23, 6 bilhões em construções comerciais, enquanto o valor aplicado em 2010 somaram US$ 37,5 bilhões. "Não podemos dizer que essa queda de 37% signifique perdas na construção civil, porque os aportes apenas mudaram de foco, e foram mais para o setor industrial e residencial ", afirmou Guirão.

No mundo

O Brasil não é o único que vem correndo atrás de crescimento no setor comercial. As transações imobiliárias no mundo quase dobraram no primeiro semestre, voltando aos níveis pré-crise.

Os investimentos imobiliários comerciais globais totalizaram US$ 132 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, ante US$ 76 bilhões em igual período do ano passado, ainda segundo a Jones Lang LaSalle.

Os negócios realizados fora do país do investidor atingiram US$ 56,8 bilhões, alta de 141%. "O crescimento reflete a diminuição do medo dos investidores", diz André Rosa, diretor da Jones Lang LaSalle. A consultoria estima que o volume global no fim deste ano deva ficar entre US$ 275 bilhões e US$ 300 bilhões, bem acima do resultado registrado no ano passado, de US$ 209 bilhões.

288imóveis comerciais

Presente em 20 países, o grupo internacional AOS Studley, com sede na Europa e nos Estados Unidos, também abriu sua unidade no Brasil, para integrar a rede internacional do grupo especializado em consultoria imobiliária corporativa. Para vir ao Brasil, a empresa se associou à Base Real Estate. Como resultado da operação de participação no capital da empresa, a Base passa a adotar o nome AOS Studley Brasil.

Em 2010, a AOS Studley faturou 100 milhões de euros, e seu objetivo no Brasil é encontrar clientes em setores como bens de produção e de consumo, mercado financeiro, tecnologia, publicidade, farmacologia, logística.

Na opinião da sócia e diretora de Negócios Rosangela Dower, essa união permitirá também melhor atendimento a clientes internacionais dispostos a abrir unidades no Brasil. "Acabamos definitivamente com as nossas fronteiras. Estamos aptos a atender companhias interessadas em se instalar no Brasil", diz.

Fonte: DCI


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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Receba de volta juros cobrados em imóveis.

Decisão do Superior Tribunal de Justiça vale em todo o país.


Quem comprou imóvel na planta, e teve cobrança extra de juros nas parcelas pagas antes da entrega das chaves, pode ir à justiça para receber o valor.

"É possível receber o dobro do valor cobrado nesses juros de mora", diz o advogado Alexandre Ferreira.

Segundo ele, para tentar obter o dinheiro de volta, o comprador de imóvel na planta precisa provar, por exemplo, que a construtora embutiu juros extras. Entre esses juros, estão os pagos pela construtora em financiamento que ela foi buscar no mercado.

"O dono do imóvel não tem que pagar os juros desse financiamento", diz Ferreira.

A limitação das construtoras cobrarem os juros de mora começou com o surgimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em 1990. A cobrança dos juros antes da entrega do imóvel era prática comum.

Em 2001, a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça editou portaria declarando abusiva qualquer cláusula "que estabeleça, no contrato de venda e compra de imóvel, a incidência de juros antes da entrega das chaves".

Em 1997, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios firmaram com 27 construtoras um termo de ajuste que proibia esses juros.

Segundo o advogado Alexandre Ferreira, julgamento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) virou jurisprudência. "Tudo leva a crer que, por se tratar do STJ, um juiz de primeiro grau irá acatar a decisão", diz.

Conforme ele, a legislação não permite juros de mora. Mas é possível a construtora fazer atualizações monetárias. É o caso, por exemplo, do Custo Unitário Básico (CUB) da construção.


Fonte: http://www.jornalacidade.com.br


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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Adquirir terreno e construir casa pode sair 50% mais em conta do que comprar uma.

Como diz o ditado, quem casa, que casa. Mas a jornalista Érica Soares, de 28 anos, não queria um apartamento ou uma moradia como as tantas que existem à venda. Queria construir um cantinho do seu jeito. Comprou um terreno financiado, em São Gonçalo, por R$ 33 mil. Vendeu um apartamento para conseguir a verba para a construção. Após um ano e três meses de obra, estava erguido o lar exatamente como havia projetado.

“Na época, procuramos casas, mas nada valia a pena. Eram pequenas e caras, não cabiam no orçamento. Por isso decidi construir. Parei de contar os gastos na construção da minha casa, mas hoje ela vale uns R$ 500 mil. Saí na vantagem”, acredita Érica.Embora tenha parado de calcular o investimento ao longo do tempo, a jornalista acertou. O engenheiro civil do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) Antônio Eulálio Pedrosa diz que, ao adquirir um terreno e construir a moradia, em vez de comprar uma pronta, o proprietário economiza até 50%.“A estimativa é de R$ 3 mil por metro quadrado construído. Se for comparar com uma pronta, sai pela metade do preço”, diz ele.O conselheiro do Crea-RJ alerta, porém, para os cuidados com a construção:“É preciso contratar um profissional para fazer a sondagem do solo e o projeto. Isso não é um gasto. Significa uma economia de 30% no custo da obra, porque um leigo gasta materal demais.”Financiamento de lote em até 72 vezes - Desde que se casou, a assistente administrativo Maria Venâncio, de 63 anos, orgulha-se de nunca ter pago aluguel, graças à compra de um terreno adquirido em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, na década de 70. Hoje, a moradia que começou com os cômodos básicos para uma família morar, se transformou num casarão.“Comprar o terreno trouxe muitas vantagens. Fui construindo aos poucos, quando tinha dinheiro. Hoje, a casa tem cinco quartos, com duas suítes, quatro banheiros, sala, cozinha e um terraço. Demorei uns 30 anos até deixá-la do jeito que eu queria, mas não teria dinheiro para comprar uma casa como a minha’, afirma Maria.Após três anos de namoro, a funcionária pública Isabela Braga, de 25 anos, e o namorado Carlos Souza, de 27, estão planejando se casar. Antes de escolherem a data, compraram um terreno em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, para erguer uma casa. A construção, iniciada em março, está a todo vapor.“Podemos fazer do nosso #bolso. Sem falar que depois vamos economizar com condomínio, que estão caros demais”, afirma Isabela.A partir de R$ 35 mil - O casal escolheu um bairro em constante crescimento. Apesar do boom de empreendimentos, Campo Grande é uma região que ainda tem muitos terrenos à venda. Somente a Fernandes Araujo comercializa cem lotes por lá, a partir de R$ 35 mil. Os terrenos podem ser financiados por famílias que tenham renda de R$ 2.700 por mês. Com o pagamento de uma entrada de R$ 7 mil, a empresa financia o restantes em 72 prestações de R$ 538,52, corrigidas pelo IGP-M.

Fonte: Jornal Extra



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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Lei que cria banco de dados de "bons pagadores" deve beneficiar crédito imobiliário.

Especialistas da CBIC acreditam que Cadastro Positivo pode favorecer a redução do spread bancário e da taxa de juros


A presidente Dilma Rousseff sancionou hoje (10) a lei que cria o Cadastro Positivo, um banco de dados em poder das instituições bancárias,  comércio e financeiras para oferecer juros mais baixos ao consumidor com histórico de bom pagador. A inclusão de dados pessoais no cadastro é optativa e o consumidor poderá ter acesso gratuito às informações sobre si três vezes ao ano. Além disso, poderá pedir a impugnação de qualquer informação erroneamente anotada.

Para o economista Luís Fernando de Melo Mendes, da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o cadastro vai beneficiar, principalmente, o crédito imobiliário. "Num financiamento, o banco atua por vários anos com o cliente e o risco de inadimplência é grande, o que aumenta o spread bancário. Mas agora, o banco poderá conhecer o histórico do comprador e reduzir as taxas para atraí-lo", conta.

Mendes também aposta que o "bom pagador" será disputado pelos bancos. "Atualmente, o cliente é conhecido apenas pelo seu próprio banco. No entanto, com o histórico acessível a todos, os melhores pagadores terão mais ofertas de crédito."

Celso Petrucci, secretário da comissão da indústria imobiliária da CBIC, também aprova a medida. "É um instrumento que, com o tempo e adesão de todos, poderá ajudar muito na redução do spread e, consequentemente, na taxa de juros", acredita.

Romário Ferreira
Fonte: Construção Mercado


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Corretoras terão que divulgar descontos de taxas de escritura e registro do primeiro imóvel.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em discussão única, nesta quarta-feira, o Projeto de Lei nº 363/11, que obriga corretoras de imóveis localizadas no estado a afixarem avisos sobre descontos nas custas de taxas de escritura e registro do primeiro imóvel financiado. O autor do projeto, deputado Zaqueu Teixeira (PT), ressalta que a falta de informação tem limitado o alcance do benefício. No caso de quem adquire o primeiro imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o desconto é de 50%. Já no caso do programa Minha Casa, Minha Vida, esse desconto pode chegar a 100% (dependendo do valor do imóvel e da renda do mutuário). O projeto será enviado ao governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.

“É uma proposta importante, pois beneficia as pessoas alvo de projetos habitacionais populares que, por desinformação, acabam não sendo contempladas”, explicou.

Todos os cartórios são obrigados a conceder o desconto. Porém, muitos não divulgam isso, ou sequer questionam se é o primeiro imóvel da pessoa. Ou seja, quem não sabe ou não solicita, não ganha. No caso de casas financiadas pelo SFH, a lei federal nº 6.015/73 diz que: “(.) Os emolumentos devidos pelos atos relacionados com a primeira aquisição imobiliária para fins residenciais, financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação, serão reduzidos em 50% (.)”.

A orientação dos advogados de direito imobiliário é que o consumidor já vá ao cartório munido de todas as documentações que provem que o mesmo não possui outro imóvel, como por exemplo as certidões dos 5° e 6° Distribuidores. Quem encontrar alguma dificuldade para comprovar esse direito junto aos cartórios deverá prestar queixa à Corregedoria Geral da Justiça. Isto poderá ser feito pessoalmente no fórum da cidade onde o imóvel está localizado.

Vivianne Pontes

Fonte: Jornal Extra


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terça-feira, 5 de julho de 2011

Veja como conseguir desconto no registro de imóvel.

Desde 1981, quem compra o primeiro imóvel através de financiamento pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) pode pedir 50% de desconto nos emolumentos cartorários, uma das fatias mais indigestas nos custos de registro. O direito existe. Difícil é fazê-lo valer. Por isso, a Corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco e a Caixa Econômica Federal assinaram, ontem à tarde, um convênio para a expedição de declarações que garantam o acesso do consumidor ao benefício. O serviço deve ter início hoje, após a publicação do provimento no Diário Oficial.


Pelo acordo, a Caixa assume a responsabilidade de realizar uma consulta completa no banco de dados do SFH e expedir uma declaração ao consumidor, caso seja, de fato, a sua primeira aquisição de imóvel feita através do financiamento. Segundo o gerente jurídico regional do banco, Ricardo Siqueira, embora exija trabalho, o novo serviço não acarretará em custos para o usuário.A declaração será entregue junto ao contrato de compra e venda. Com os documentos, o consumidor poderá dar entrada com o registro e solicitar o desconto de 50% nos emolumentos. Para um apartamento de R$ 100 mil, a economia é de R$ 435,36. Para um de R$ 200 mil, a conta fica R$ 823,64 mais leve. O juiz corregedor dos Cartórios da Capital, Sérgio Paulo Ribeiro, lembra que o abatimento não recai sobre as demais despesas de registro, como a Taxa de Fiscalização sobre Serviços Notariais e de Registros (TSNR). Esta equivale a 0,2% do valor do imóvel (para os de até R$ 100 mil) ou 0,25% (para os demais) e se limita a R$ 1.575,21.Para Ribeiro, o serviço vai eliminar o problema da comprovação de direito, visto que o consumidor não precisará mais juntar documentos que atestem nunca ter adquirido um imóvel através de financiamento do SFH. Se o usuário, ainda assim, encontrar resistência por parte dos cartórios, deverá prestar queixa à Corregedoria Geral de Justiça. Isso pode ser feito pessoalmente, no Fórum Thomaz de Aquino, Centro do Recife,ou pelo e-mail cgj.extrajudicial.capital@tjpe.jus.br.Além de facilitar a comprovação, o Tribunal de Justiça quer divulgar a lei junto à população. Por isso, vai exigir que os cartórios deixem cartazes ou adesivos à vista, com a tabela de custas e as informações necessárias. ´Estamos apenas determinando o cumprimento da legislação`, afirmou o corregedor-geral de Justiça de Pernambuco, desembargador Bartolomeu Bueno.Os emolumentos e o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) representam os maiores gastos de registro.Valores dos emolumentos, por preço do imóvel


                                                              Veja a tabela abaixo:



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Atraso no pagamento do condomínio cai pela metade em SP.

O número de boletos de condomínio pagos com atraso caiu praticamente pela metade na cidade de São Paulo. É o que aponta levantamento da Lello.

Segundo o estudo, o índice de impontualidade, isto é, de cotas pagas após a data de vencimento, foi de 20% entre os 710 mil boletos emitidos pela administradora em 2009. No ano passado, 10,9% dos 875 mil boletos foram pagos com atraso.

Neste ano, a impontualidade tem se mantido estável em relação à média de 2010. Nos quatro primeiros meses do ano, segundo a Lello, foram emitidos 314,6 mil boletos, dos quais 35,6 mil não foram pagos na data de vencimento, o que representa 11,3% de impontualidade.

Angélica Arbex, gerente da Lello Condomínios, atribui a queda no total de atraso ao aquecimento da economia e melhora do poder aquisitivo da população, além da entrada em vigor, em 2008, de legislação estadual que permite a inscrição de condôminos devedores em serviços de proteção ao crédito.

“É importante ressaltar que parte dos moradores que atrasam o condomínio realizam o pagamento dentro do mês, em no máximo 30 dias após o vencimento. O índice daqueles que pagam o boleto entre o 31º e o 60º dia depois da data correta é, em média, de 4%”, diz Angélica.

Para agilizar a cobrança de boletos em atraso, a Lello utiliza uma ferramenta exclusiva e totalmente informatizada, que é acionada assim que uma cota de condomínio não é paga na data do vencimento. O sistema encaminha, automaticamente, aos condôminos impontuais, cartas boleto estendendo o prazo de pagamento, com multa e juros já calculados. Oferece, ainda, opções de parcelamento do valor caso o síndico assim o determine, e avisa sobre eventuais encaminhamentos para processo de cobrança judicial.

Fonte: Zap


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Grana para financiar casa própria vai ficar mais curta.

Empréstimos para imóveis de até R$ 500 mil serão os mais afetados pelo aperto no crédito


O dinheiro que os bancos públicos e privados emprestam para financiar a casa própria vai ficar menor e o empréstimo para o setor deverá ficar mais caro nos próximos anos. Alguns especialistas estimam que a fartura de crédito para a habitação acabe em menos de dois anos, embora os mais otimistas prevejam que a escassez de crédito comece em apenas dez anos. De qualquer forma, o risco de falta de crédito é real.

A classe média, que tem renda entre R$ 1.635 e R$ 5.450 e costuma comprar imóveis entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, será a mais afetada. Isso porque os recursos para a compra da casa própria nessa faixa de preço vêm da poupança, ameaçada de esgotamento no curto prazo. Segundo o coordenador do FipeZap, índice que mede o preço do metro quadrado no país, Eduardo Zylberstajn, o crédito para casa própria pode começar encurtar já em 2012. 

- Pelo ritmo atual, os recursos devem durar até meio de 2012 ou começo de 2013, segundo estimativas que a gente ouve. Os bancos são obrigados a destinar boa parte da poupança para o crédito imobiliário. A outra fonte é o Fundo de Garantia, mas essas duas fontes são finitas. A poupança, em um cenário de juro mais alto, deve chegar ao limite da capacidade porque o saldo não está crescendo e, cada vez mais, há novos empréstimos. Vai chegar um ponto em que todo o volume de depósitos em poupança estará comprometido com crédito imobiliário. Aí, não vai ter mais esse dinheiro para disponibilizar.

Além de ficar mais difícil para encontrar crédito para a compra do imóvel, também ficará mais caro tomar dinheiro emprestado para tal finalidade, explica Zylberstajn.

- O que vai acontecer é que, provavelmente, o juro ficará mais alto e ficará mais difícil financiar imóveis. Teremos prazos menores e parcelas maiores por causa dos juros.

O presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), João Crestana, concorda que existe um risco de diminuição de crédito destinado ao mercado imobiliário, mas essa possibilidade se restringe aos empréstimos que vêm da poupança. Para ele, o dinheiro para a baixa renda comprar a casa própria tem, ao menos, mais uma década de sobrevida.

- Temos uma faixa de mercado que vai até R$ 170 mil. Fica dentro do Minha Casa, Minha Vida e tem financiamento da Caixa, com fundos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). [Esses recursos] têm sido suficientes para a demanda, o que deve continuar por mais, ao menos, dez anos, se não formos gananciosos.

Em relação à poupança, que tem como foco a classe média brasileira, existe um risco maior, segundo Crestana. Ele explica que “a caderneta no país hoje gira em cerca de R$ 350 bilhões e, por lei, 65% têm que ser destinado à habitação, o que dá cerca de R$ 230 bilhões, destinados ao mercado habitacional”.

- Hoje, o saldo de aplicações é de cerca de R$ 160 bilhões. Então, sobram cerca de R$ 70 bilhões. Agora, só no ano passado, foram usados R$ 60 bilhões e, se usarmos R$ 60 bilhões em 2011, a princípio acaba o recurso da poupança. Podemos precisar mais do que tem para manter o volume que temos hoje. Então, daqui a dois ou três anos, vamos ter que encontrar outras fontes para crescer a R$ 70 bilhões ou R$ 80 bilhões por ano [para financiar a compra da casa própria]. 

O presidente do Secovi-SP explica que a alternativa à escassez de recursos para financiar a casa própria pode estar nas reservas das seguradoras, nos fundos de pensão e até mesmo na grana dos investidores internacionais, que ainda não descobriram o mercado imobiliário brasileiro.

Grana da Caixa para a casa própria

O volume de recursos destinados ao financiamento imobiliário cresceu 57,1% entre 2009 e 2010. Só no ano passado o banco emprestou R$ 77,8 bilhões para o setor de habitação e, até os primeiros dez dias de junho de 2011, a instituição financeira fechou mais de R$ 29 bilhões em contratos para a casa própria.

Para imóveis novos, o banco destinou este ano 56% do total dos recursos, o que corresponde a R$ 16,32 bilhões. O Minha Casa, Minha Vida, programa habitacional do governo para a camada da população com baixa renda,  emprestou R$ 9,43 bilhões em financiamentos em 2011, o que deve custear a construção de 128,5 mil novas moradias – a maior parte para as famílias que ganham até seis salários mínimos (R$ 3.270).

Raphael Hakime, do R7


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segunda-feira, 4 de julho de 2011

(MODELO) Comunicação de desocupação do imóvel locado promovida pelo comprador.

(Cidade), ___ de _____________ de _____.

Ilmo. Sr. (nome do locatário)
Endereço:
Assunto: DESOCUPAÇÃO DO IMÓVEL

PREZADO SENHOR(A):

Na qualidade de adquirente e novo proprietário do imóvel residencial sito à Rua (escreva o endereço do imóvel), alugado a V. Sa. por contrato escrito, formalizado em ____ de ___________ de _____, com prazo de encerramento na data ----/----/------, no intuito de prevenir responsabilidades, prover a conservação e ressalva de meus direitos, manifestando claramente minha intenção, comunico-lhe que denuncio a locação, como denunciada tenho,por direito em Lei, não tendo interesse em assumi-la substituindo o Locador atual e concedo o prazo de 90 (noventa) dias para a desocupação do imóvel a partir do recebimento desta, sob pena de ajuizamento da ação. As despesas referentes a locação do imóvel devem ser quitadas a partir desta data no endereço(cite o endereço) a cargo de (nome da pessoa) até a entrega das chaves e encerramento contratual.





Cordialmente,



__________________________________________________

(Nome do comprador)

(Endereço)


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Creci pressiona para imóvel usado entrar no Programa Minha Casa.

O Programa Minha Casa Minha Vida, que assumiu a meta de construir 1 milhão de casas e apartamentos em sua primeira fase, não entregou 200 mil moradias até agora. Anunciado em 13 de abril de 2009, o programa federal de acesso à casa própria a famílias com renda máxima de 10 salários mínimos pressiona o valor dos imóveis desde o começo deste ano.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) José Augusto Viana Neto comenta que a proposta de integrar ao programa imóveis usados está parada no Ministério das Cidades. Em contrapartida, o governo já reajustou o teto do valor do imóvel a ser financiado pelo Minha Casa, que saltou de até R$ 130 mil para até R$ 170 mil com apenas 22 meses de programa. “O que no país teve reajuste de 34% neste período?”, argumenta o presidente do Creci-SP. Ele emenda que mesmo sendo um aumento válido somente para a região Metropolitana de São Paulo, há reflexos no mercado imobiliário em todo o país.

Para Viana Neto, o Brasil possui 4,5 milhões de imóveis usados vagos para a comercialização sendo que 2 milhões atendem os requisitos do Minha Casa Minha Vida. Ele frisa que a abertura do programa ao usado colaboraria para o equilíbrio do preço de mercado das moradias.

O presidente do Creci-SP define que há uma visão equivocada de que os corretores teriam interesse no aumento do valor dos imóveis, quando na realidade o seguimento deseja preços estáveis. “É nosso interesse para que o programa, que é muito bom, não seja prejudicado e pare”, destaca.

O valor de imóveis novos está distante da estabilidade desde o início do ano. Viana Neto não pestaneja ao citar que interessa à indústria da construção, incorporadoras e bancos os valores absurdos de moradias. “Porque ainda não construíram 1 milhão de casas”, questiona.

Ele cita que os imóveis usados também atenderiam a compradores que, atualmente, colocam suas vidas e de familiares em risco morando em locais precários, como encostas de morro.

Viana Neto esteve ontem em Bauru para discutir a proposta de incorporação dos usados ao Minha Casa Minha Vida com corretores de imóveis. Também abordaria a fiscalização que o Creci iniciou com análise da legalidade dos projetos e seu encaixe ao Programa. Viana Neto explica que o slogan “Minha Casa Minha Vida” é utilizado por empresas de maneira irregular, até com casos de tentativa de utilização indevida do subsídio financeiro para o financiamento de imóveis. Outro aspecto tratado pelo presidente do Creci-SP foi a disputa negativa para os profissionais do setor após o boom no setor habitacional, provocado pelo Minha Casa Minha Vida.

O presidente do Creci-SP define como “concorrência predatória” o desrespeito à tabela de honorários, criada há 68 anos. O conselho foi criado em 1962, portanto está próximo de completar 50 anos de existência. No Estado de São Paulo são 108 corretores inscritos no Creci e com 82 mil ativos. No Brasil existem 220 mil corretores. 

Ricardo Santana

Fonte: JCNET


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sábado, 2 de julho de 2011

Brasil vive boom de compra de imóveis por estrangeiros.

Número de transações mais do que dobra em um ano e puxa os preços


Executivos de multinacionais que se encontram no Brasil a trabalho e investidores estrangeiros estão provocando um verdadeiro boom de compra de imóveis no país, principalmente no Rio e em São Paulo. Há casos, como o da Sotheby"s Realty, braço imobiliário da casa de leilões inglesa, em que as vendas devem quadruplicar até o fim do ano. Em outras empresas, o número de negócios com apartamentos de luxo está, no mínimo, dobrando. Muitos compram para morar, mas há também quem esteja de olho num bom investimento: o preço do metro quadrado no Leblon, por exemplo, teve alta de 45% em relação a junho de 2010. O mercado está para gringo

Eles não falam português, mas entendem muito bem a linguagem dos cifrões, milhões e polpudos percentuais de retorno. Cada vez mais estrangeiros vêm investindo no setor de imóveis brasileiro, atraídos pela forte expansão da economia. O volume de negociações nas imobiliárias disparou. Na Sotheby"s International Realty, braço imobiliário da casa de leilões inglesa, as vendas devem quadruplicar até o fim do ano, chegando a R$400 milhões no país. Já na Bamberg Imóveis o faturamento dos negócios com estrangeiros dobrou no ano passado, quando chegou a R$12 milhões, valor que deve novamente crescer 100% este ano. Especializada em imóveis de alto luxo, a Judice & Araujo (J&A) fechou R$25 milhões em vendas no Estado do Rio para clientes internacionais de janeiro a maio, alta de 150% sobre igual período de 2010.

O perfil é variado, e a moeda é o milhão: executivos que vêm morar no país a trabalho; residentes no exterior que passam poucos meses aqui e alugam os imóveis no resto do ano; e interessados em ganhar com a rentabilidade do aluguel ou revender as propriedades. Os valores negociados vão, em média, de R$1 milhão a R$4 milhões, mas a J&A cita negócios de até R$12 milhões. No Rio, a maioria busca os bairros de Leblon e Ipanema. Segundo o Secovi-Rio, o metro quadrado no Leblon vale hoje R$13.997, alta de 44,9% sobre junho de 2010. Na orla, o valor pode saltar a R$18 mil. O valor médio do metro quadrado para locação no bairro subiu 38% no último ano, chegando a R$52,33.

Segundo Michael Bamberg, presidente da Bamberg Imóveis, no Brasil a taxa de retorno média é de 12% ao ano, o dobro da Alemanha. Outro fator de atração é o preço ainda relativamente mais baixo, se comparado ao de outros países no mundo.

- Em Londres, um apartamento de classe média custa 15 mil o metro quadrado. Isso é mais que qualquer coisa no Brasil - diz João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Vagas para corretores que falem mandarim

Luigi Martins, diretor da Lopes Rio, avalia que o interesse dos estrangeiros pelo mercado imobiliário carioca foi impulsionado por notícias positivas nos últimos dois anos: UPPs, Copa 2014, Jogos 2016, pré-sal e os grandes investimentos governamentais conquistados a reboque.

Diante da procura, imobiliárias criaram setores específicos para atender aos estrangeiros e procuram contratar funcionários que, além do inglês, falem até mandarim. É o caso da Lopes Rio, onde o volume de chineses que batem à sua porta é crescente, reflexo da vinda de empresas como ZTE e Sinopec para terras cariocas. Na empresa, cada vez mais o atendimento on-line dá preferência a corretores que falem ao menos inglês ou espanhol.

Na J&A, ao todo 26 mil estrangeiros acessaram o site da empresa em busca de informações nos cinco primeiros meses do ano, a maioria franceses, americanos e ingleses. Nos últimos oito meses a China entrou no ranking dos cinco países que mais acessam a página. A participação desse púbico dobrou de 15% para 30% nos negócios da J&A, afiliada exclusiva da Christie"s Real State International no mercado fluminense desde 2007.

- Esse movimento já acontecia em 2007 e 2008, mas foi interrompido pela crise mundial. Agora voltou para ficar pelos próximos anos - avalia Frederico Judice Araujo, diretor de projetos da empresa.

Na Itaplan, o volume de vendas para estrangeiros neste ano deve chegar a R$150 milhões, o que representará um crescimento de 32% em relação a 2010. Esse valor sobe para R$300 milhões, se forem levados em conta os investimentos em incorporações e empreendimentos imobiliários, diz Fábio Rossi, diretor da Itaplan Imóveis e representante da Sotheby"s no Brasil.

Na Sotheby"s International Realty, especializada em imóveis de luxo, o Brasil é hoje o terceiro país mais consultado em seu site de vendas, atrás apenas de Estados Unidos e Inglaterra. Sotheby"s e Itaplan pretendem ampliar as operações para além de São Paulo, com a abertura de escritórios no Rio, no Nordeste e em Brasília este ano.

O presidente do Conselho de Administração da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil), Felipe Cavalcanti, diz que, após a crise, os estrangeiros no país passaram a ser mais direcionados para Rio e São Paulo, nos segmentos comerciais e industriais. Antes, afirma, o Nordeste concentrava a maior parte do capital estrangeiro no setor imobiliário, com a aquisição da segunda residência de europeus.

- A crise atingiu o comprador europeu que buscava uma casa de verão no Brasil, ao mesmo tempo em que mostrou ao mercado internacional que o país passou bem pelo teste de estresse do sistema financeiro - diz.

Corretoras criam áreas internacionais

Algumas imobiliárias desenvolveram áreas específicas para o comprador de fora. A Coelho da Fonseca, por exemplo, criou no mês passado uma diretoria internacional voltada a assessoramento jurídico e financeiro a esses investidores. À frente da área, Gabriela Duva diz que o volume de atendimentos cresceu 35% de janeiro a junho deste ano, num total de 29 visitas a imóveis. Na Bamberg, o valor médio dos negócios gira em torno de R$10 milhões a R$15 milhões.

A J&A acaba de abrir uma área internacional. Além de atender aos clientes gringos e aos afiliados Christie"s no exterior, fará road shows para captar compradores. Os primeiros serão em agosto, em Nova York e Miami. Embora focada na comercialização de residenciais de luxo, a imobiliária negocia aquisições e consultoria a grupos estrangeiros interessados em adquirir terrenos para grandes empreendimentos imobiliários (de residenciais a resorts) no país. A perspectiva é que esses negócios se concretizem em 2012 e 2013, elevando a 50% a fatia dos estrangeiros nas vendas.

Morador de Ipanema há três anos, o inglês Jeff Both se define como um trader e diz que a contínua valorização dos imóveis no Rio dificultou seu trabalho:

- Compro imóveis comerciais que considero baratos, reformo e vendo assim que posso. Agora está mais complicado achar esses ativos, embora seja mais fácil vender. Vou ter que trabalhar duro - diz.

Both usa os serviços de consultoria da Sergio Castro Imóveis, que abriu em janeiro com parceiros belgas a Brioo. Com sede em Antuérpia, a consultoria tem como foco a venda de imóveis no Rio para grandes clientes europeus. Já intermediou quatro negócios com tíquete médio de R$15 milhões cada.

O Globo


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quem ganha até R$ 2,3 mil já não paga juro para financiar imóvel.

Brasília - Resolução do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) cria novos limites de renda para financiamentos com recursos originados no FGTS, bem como concede isenção ou descontos nos juros incidentes sobre os empréstimos contratados.

As regras são válidas para a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, e para os demais financiamentos relacionados à habitação que não estão enquadrados no programa habitacional, mas são financiados com recursos do Fundo.

Faixas financiadas pelo FGTS - Na área de habitação popular, os recursos do FGTS destinam-se agora ao financiamento de imóveis para a população com renda familiar mensal bruta de até R$ 3.900.

É admitida a elevação para até R$ 5.400, nos casos de financiamentos vinculados aos imóveis situados em municípios integrantes das Regiões Metropolitanas ou equivalentes; nas capitais; e nas cidades com população igual ou superior a 250 mil habitantes.

Taxas de Juros e descontos - Para os financiamentos concedidos a pessoas físicas com renda familiar bruta limitada a R$ 2.325, o juro (6%) será integralmente coberto pelo FGTS, com o objetivo de reduzir o valor das prestações.

Para habitação popular a financiar para as faixas de renda bruta a partir de R$ 2.325,01 e até R$ 2.790, o FGTS cobrirá o equivalente a 1,16% da taxa mensal de juros, também fixada em 6% ao ano.

Igualmente,1,16% a menos na taxa mensal de juros é o desconto para aquisição ou construção de imóveis nos financiamentos concedidos a pessoas físicas com renda familiar entre R$ 2.790,01 e R$ 3.100.

Exclusivamente para a compra (ou produção) de imóveis novos, por famílias com renda mensal bruta situada no intervalo entre R$ 2.790,01 a R$ 3.100, os juros são de 5%.

Fonte: R7


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Comprador de imóvel não arca com dívida de ex-proprietário se a penhora não foi registrada.

Superior Tribunal de Justiça.


Sem o registro da penhora no cartório imobiliário não fica caracterizada a má-fé do comprador que adquiriu imóvel penhorado. Com essa conclusão, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou o recurso de um comprador que adquiriu o bem do vendedor que tinha uma dívida com outra pessoa. A ação para pagar a dívida estava em curso na data do fechamento do negócio. Os ministros modificaram a decisão anterior, que entendeu ter havido fraude à execução, e excluíram o imóvel da penhora.

Depois de citado para pagar uma dívida, o devedor vendeu o único imóvel que possuía. O imóvel fora penhorado para garantir a quitação da dívida do antigo proprietário, entretanto o comprador (novo proprietário) alegou ter adquirido o imóvel de boa-fé – por ocasião da compra, não havia inscrição da penhora no registro imobiliário. Sustentou também que, para configurar a fraude à execução, seria preciso comprovar a sua má-fé ou o prévio conhecimento acerca da restrição do bem.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concordou com os argumentos da credora de que houve fraude para não pagar a dívida, e por isso negou o pedido do comprador para retirar a penhora sobre o bem. O adquirente não teria se resguardado. “Não tomou (…), portanto, as cautelas ao adquirir o imóvel, o que se recomendava, sobretudo considerando o valor elevado que pagou, U$ 180.000,00 (cerca de trezentos e dezoito mil reais em valores atuais)”, concluiu o relator do TJDFT.

Para o desembargador convocado no STJ, ministro Honildo de Mello Castro, a controvérsia está em saber se ocorre fraude à execução quando existe demanda judicial desfavorável ao devedor (antigo proprietário) na época da venda do imóvel. E mais: bastaria a citação do devedor na ação, podendo ser desprezado o registro da penhora sobre o imóvel alienado?

Honildo de Mello Castro ressaltou que o entendimento do Tribunal é o de que não se deve falar em fraude à execução quando não houver registro da penhora, a menos que aquele que alegar a fraude (a credora, no caso) prove que o terceiro adquiriu o imóvel sabendo que o bem estava penhorado. Castro destacou que “o ônus da prova de que o terceiro (comprador) tinha conhecimento da demanda ou do gravame transferiu-se para a credora, que dela não se desincumbiu. A boa-fé neste caso (ausência de registro) presume-se e merece ser prestigiada, não havendo, portanto, se falar em fraude à execução no exame destes autos, razão porque há de ser o imóvel excluído da penhora”. O desembargador atendeu o pedido do comprador e, ainda, determinou que a credora assuma as custas judiciais e o pagamento dos honorários advocatícios da parte do comprador, arbitrado em R$ 4 mil. Em votação unânime, os demais ministros da Quarta Turma acompanharam o relator.

REsp nº 753.384


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Onde estão os imóveis mais comprados pelos paulistanos.

O segundo trimestre do ano começou com alta de 48% na venda de imóveis novos na cidade de São Paulo. As unidades de 3 dormitórios foram as mais vendidas (914 unidades), com participação de 39,4% sobre o total, seguidas das de dois dormitórios, com 817 imóveis escoados (35,2% das vendas). Juntos, os dois segmentos foram responsáveis por 74,6% do movimento comercializado no mês. A maioria das unidades vendidas em abril (68,9% ou 1.597 unidades) tinha área de até 85 metros quadrados.

As vendas do segmento de 3 dormitórios ocorreram, principalmente, em bairros tradicionais da cidade, como Mooca, Morumbi e Vila Carrão, com participação do Parque Tomas Edison (Barra Funda). Os valores médios das unidades com bom desempenho atingiram amplo espectro, entre R$ 300 mil e R$ 600 mil.

Já no nicho de 2 dormitórios prevaleceram imóveis com valores médios de R$ 120 mil a R$ 600 mil, em bairros como Mooca, Morumbi, Vila Mariana, São Miguel Paulista, Lapa, Parque Bristol (região da Saúde) e Pari.

Unidades de 4 dormitórios apresentaram, em geral, valores superiores a R$ 700 mil, mas nesse nicho também foram detectados imóveis na faixa de R$ 400 mil a R$ 500 mil.

Lançamentos residenciais

Na capital paulista, a Embraesp (Empresa de Brasileira de Estudos do Patrimônio) apurou em abril o lançamento de 2.129 unidades, um aumento de 39,2% sobre março (1.530 unidades).

Na Região Metropolitana (RMSP ou Grande São Paulo), que compreende a cidade de São Paulo e mais 38 municípios, foram comercializadas 4.663 unidades, com a participação de 49,7% da capital sobre o volume negociado.

No mês, as vendas na RMSP superaram em 19,6% os dados de março (3.899 unidades). Já com relação aos lançamentos, a região registrou 3.817 unidades, alta de 27,1% sobre os 3.002 imóveis colocados no mercado no mês anterior.

Do total de unidades lançadas na Região Metropolitana no período de janeiro a abril deste ano, 74,5% (10.366 unidades) tinham valor médio superior a R$ 170 mil. Imóveis econômicos – com valores de até R$ 170 mil – atingiram 3.548 unidades, equivalente a 25,4% dos lançamentos do primeiro quadrimestre. 

Fonte: R7

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A importância da publicidade imobiliária.

Imóvel é um investimento alto e por isso deve ser feito com base em informações precisas e transparentes.





Na hora de se adquirir um imóvel é preciso verificar uma série de fatores como, a segurança e valorização da região, a proximidade a pontos de interesse do comprador como escolas, academias ou shoppings, bem como as formas de financiamento.

A incorporadora, construtora ou imobiliária deve entender as necessidades de seu público-alvo e oferecer as informações pertinentes para que o comprador tome a decisão correta, daí a importância da publicidade imobiliária.

De acordo com Thomaz Assumpo, diretor de uma empresa especializada em análise de dados demográficos em mapas digitais para dimensionamento de tendências em mercados e cidades, as peças publicitárias que trazem corretores apontando para a localização do novo empreendimento e anúncios que falam de aspectos subjetivos como conforto e tranquilidade são comuns no setor. Para ele, essas formas de publicidade já estão ultrapassadas e apelam para a emoção do comprador, que influenciado pode realizar uma compra precipitada e mal-sucedida.

Um livro que pretende ensinar os corretores norte-americanos a anunciar chega a propor que os profissionais nunca divulguem o endereço do empreendimento. O que é um absurdo!!!

Com o advento da internet os investidores já podem obter esses dados online. Ferramentas simples como o Google Maps permitem que as pessoas entendam melhor a região e confiram a proximidade de escolas, hospitais, supermercados e até paradas de ônibus.

Já existem também outras tecnologias que oferecem detalhes ao futuro comprador, como a faixa etária ou a renda média dos vizinhos e quanto essa região tende a se valorizar ou desvalorizar a curto, médio e longo prazo.

Vale lembrar que o anúncio é caro, e, por isso, deve ser bem pensado e planejado. E não é só o comprador que pode se prejudicar com uma publicidade mal feita, mas principalmente a empresa que está ofertando aquele imóvel.

Por isso, as incorporadoras, construtoras e imobiliárias só têm a ganhar quando são transparentes e oferecem dados reais que possam valorizar um imóvel. O resultado final?? Uma venda bem feita com todas as partes envolvidas, plenamente, satisfeitas.


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terça-feira, 28 de junho de 2011

Sublocação de imóvel representa risco para locador e locatário???

Imaginando a facilidade e a desburocratização, muitos inquilinos de comerciais optam por sublocar um espaço em vez de negociar diretamente com o dono do imóvel. A prática é comum no caso de franquias em shopping center.

Já o inquilino pode querer sublocar parte da área a que tem direito caso se encontre em dificuldades para pagar o aluguel e não queira quebrar seu contrato.

Apesar de parecer vantajosa, a operação traz riscos tanto para o sublocatário como para a pessoa que alugou o espaço originalmente.

O maior cuidado na hora de sublocar um espaço é contar com a autorização expressa do proprietário. A partir daí, a relação é a mesma de um contrato normal de aluguel, mas agora o locatário original torna-se também sublocador.

"O que tenho visto no mercado é que muitos locatários pensam que podem sublocar sem autorização do locador. Se não tiver essa concordância, o contrato poderá ser rescindido", avisa Mário Cerveira Filho, advogado especialista em direito imobiliário.

A Lei do Inquilinato determina também que o valor do aluguel da sublocação não pode ultrapassar o da locação.

"Isso evita a exploração comercial do imóvel", diz Eduardo Komatsu, coordenador do departamento de gestão patrimonial do grupo Itambé.

Outro ponto vetado é que a duração do contrato da sublocação não pode ser maior que a da locação.

RISCO PARA UM

Cerveira afirma ainda que, no caso da sublocação total da área, o locatário perde o direito de renovação do aluguel do imóvel, que passa para o sublocatário.

"Ou seja, aquele que investiu no ponto pode perdê-lo, porque quem passa a ter o direito à renovação é o sublocatário e o locatário não fará mais parte do próximo contrato. Acaba o intermediário", diz.

Komatsu aconselha os proprietários a não permitirem a sublocação para atividades econômicas muito diferentes da estipulada no primeiro contrato.

"O proprietário deve avaliar qual atividade será desenvolvida na sublocação para não desvirtuar as características do bem."

E PARA O OUTRO

O sublocatário também correrá riscos se o locatário ficar inadimplente com o proprietário.

Em casos como esse, o sublocatário, mesmo pagando aluguel para o locatário, pode ser despejado se esse não repassou o valor para o dono do imóvel.

"É importante que o sublocatário acompanhe se os pagamentos estão sendo realizados", diz Komatsu.

Nessa situação, o sublocatário tem duas alternativas: abandonar o imóvel ou, para não perder o ponto comercial, quitar o débito do locatário perante o locador e depois acionar a Justiça para receber esse valor do inadimplente.

Fonte: Folha


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Avaliação de imóveis: Uma atribuição dos corretores de imóveis.

Quando se fala em avaliar um imóvel, saber seu valor de mercado, vem logo a ideia de consultar um corretor de imóveis. É indiscutível que o profissional conhecedor do mercado imobiliário é o corretor de imóveis. Até os engenheiros, quando fazem avaliações, procuram as informações nas imobiliárias e em seus anúncios de imóveis à venda.

Embora as normas da ABNT, de atenção obrigatória no fornecimento de produtos ou serviços, definam “avaliação de bnes” e “laudo de avaliação” como trabalhos realizados por “engenheiros de avaliações”, diferente tem sido o entendimento do poder judiciário, através de várias decisões, reiteradas e uniformes, no sentido de que é, sim, atribuição profissional dos corretores de imóveis a elaboração de avaliações de mercado.

Para não contrariar as diretrizes emanadas da normalização das avaliações pela ABNT, o COFECI preferiu a denominação de Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica para o trabalho avaliatório elaborado pelo corretor de imóveis e através do qual expressa sua opinião em relação ao valor de mercado de um imóvel, de forma fundamentada, metódica e revestida de legalidade. O regramento da ABNT aplica-se, entretanto, somente os laudos de avaliação, deixando de regulamentar a emissão de pareceres técnicos, apesar de mencioná-los.

O COFECI, visando o aprimoramento e a qualidade dos Pareceres Técnicos de Avaliação Mercadológica emitidos pelos corretores de imóveis, editou a Resolução -COFECI nº 1.066/2007, dispondo sobre o conteúdo mínimo e a forma de apresentação desses trabalhos, e criou o Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários – CNAI.

Emitir opinião sobre valor de mercado de um imóvel é atribuição legal de qualquer corretor de imóveis atuante e inscrito no CRECI de sua região. A inscrição no CNAI do COFECI, porém , é restrita aqueles que, além de sua formação de corretores de imóveis, participaram  de um curso de avaliação de imóveis, cujo conteúdo é focado especificamente na aplicação do método comparativo de dados de mercado, aliado à experiência e conhecimento desses profissionais.

A grande procura pelos cursos de avaliação de imóveis e o rápido crescimento do número de inscritos no CNAI atestam o sucesso dessa iniciativa do COFECI. Aumenta, também, constantemente, o número de acessos à página do COFECI e de consultas aos nomes de corretores avaliadores inscritos no CNAI.

Para o corretor de imóveis, a atividade de avaliação de imóveis e a inscrição no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários representam sua inserção em um novo nicho de mercado e mais uma fonte de renda. Para seu cliente, a segurança de ter uma avaliação correta, bem elaborada e representativa do real valor de mercado do imóvel, além da facilidade de encontrar, no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários do COFECI, uma relação de profissionais capacitados a realizarem essas avaliações.

*Luiz Barcellos é conselheiro federal por MT e vice-presidente adjunto de Avaliações Imobiliárias do Sistema Cofeci-Creci.

fonte: http://www.creci-pb.gov.br


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